Janeiro 2026
Filmes
- Olhos de Serpente – Brian de Palma (1998): Um filme perfeito de investigação policial. 1h30 de aula de De Palma. Este filme ficou esquecido em minha memória, pois tenho certeza que já havia visto quando moleque. Filmaço. O fato de ter 1h30 é o que mais impressiona, pois eu não me lembro a última vez que vi um filme nesta duração, e ainda mais com essa qualidade.
- Desafio à Corrupção (1961) – Robert Rossen: Paul Newman como um vigarista, craque da sinuca. O Baianinho de Mauá ianque. Eu não consigo entender quem goste de A Cor do Dinheiro (1986) – Martin Scorsese, uma espécie de continuação de Desafio à Corrupção. Eu já havia achado o filme de Scorsese um dos piores de sua filmografia, agora, vendo o filme original, gosto ainda menos.
- Os 12 Condenados (1967) – Robert Aldrich: Achei divertidíssimo. Um bando de soldados desajustados em sua última missão, premissa copiada à exaustão. A cena final é particularmente maravilhosa.
Livros
- Paris é uma Festa (1964) – Ernest Hemingway: A despeito de Hemingway ser atualmente meu escritor favorito, recomendo Paris é uma Festa por estar estudando francês e ter me deparado com esse vídeo Ernest Hemingway, le goût de l’aventure – YouTube , uma pequena biografia do escritor feita pelo canal France Culture.
- O que é Arte? (1897) – Liev Tolstói: Eu já li alguns livros que falam sobre o ofício de escrever e da arte. Este ainda segue o meu favorito. Gosto quando a abordagem deixa de ser técnica e professoral. Um dos maiores achados que já tive.
Séries
- Quarry (2016) – Graham Gordy e Michael D. Fuller: Jamais me cansarei de indicar esta série. Uma das melhores e menos vistas séries de todos os tempos. Criminosamente cancelada após a 1ª temporada, ela funciona tranquilamente como uma temporada fechada. Essa semana me deu vontade de revê-la pela terceira vez. A história é sobre um recém veterano do Vietnã buscando se adaptar a sua agora vida normal/nada normal.
- Ripley (2024) – Steven Zaillian: Facilmente a melhor série lançada nos últimos 5 anos. Não se engane sobre a lentidão dos 2 primeiros episódios. A série é simplesmente linda, toda em preto e branco, como roteiro e atuações incríveis. Irei revisitá-la em breve. A sinopse é até difícil de elaborar, mas pense em um cara bem esquisito indo a Itália fazer um resgate.
Documentários
- Quincy (2018) – Rashida Jones: Perdemos o mestre Quincy Jones ano passado, e reassisti há um mês essa pérola. O documentário é muito inspirador. Com o recém lançamento do doc de Martin Scorsese, só conseguia lembrar de Quincy. Não adianta ter mais tempo, mais horas, mais episódios, se o que você mostra não nos toca. Um roteiro de documentário não pode ser uma descrição do Wikipedia ou o programa Arquivo Confidencial.
- The Black Godfather (2019) – Reginald Hudlin: Também recém falecido, amigo de Quincy, Clarence Avant, também é um figura muito inspiradora. Eu diria que os dois documentários são complementares, sempre os assisto na sequência.
Youtube
- Pizza Toast & Coffee: Kissa Būgen (2022) – Craig Mod: Craig Mod é um escritor americano que vive há mais de 20 anos no Japão, e faz caminhadas longas e diárias como auxílio para sua criação. Cobriu várias cidades alternativas, fugindo das metrópoles. Inclusive, uma cidade chamada Morioka, por indicação sua, acabou ganhando destaque no NY times como melhores lugares para se visitar, e por consequência, devido ao seu destaque, recebeu um incremento de 98 milhões de dólares a partir do turismo. Agora, quanto ao vídeo recomendado, assista e sinta a paz Pizza Toast & Coffee: Kissa Būgen